terça-feira, 18 de janeiro de 2011

XIX

Verão, conheci seu rosto

Tão bela

Não conseguia parar de olhar

Precisava vê-la novamente


Outono, conheci seus olhos

Algemaram minha alma ao meu amor

Não conseguia respirar

Precisava tê-la


Inverno, conheci seus lábios

Tão vermelhos

Não conseguia parar de sonhar

Não precisava de mais nada


Primavera, um mal entendido

A dor não cessa

Não tenho mais lágrimas

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

sou convincente

quarta-feira, 25 de março de 2009

Manhã;

Já sinto que é de manhã, mas lá fora ainda é noite, e a escuridão iluminada pelas estrelas, servem como um manto cobrindo a cidade. Estou me preparando para dormir, retirar, e durante algumas horas esquecer que existo, de meus problemas tão fúteis, mas mesmo assim conseguem incomodar, cutucam, minhas feridas abertas, forçando minha existência incerta.

O tempo vai passando, o cansaço, vai pesando cada vez mais, ao longo dessa noite fria, junto ao mundo que em cima de meus ombros vive. Esmagando, consumindo, degradando, cada pedaço de meu corpo. Nada pode impedir meu destino, de abrir os olhos e acordar amanhã; vestir minha roupa, fazer a cama, tomar café, e logo após um longo banho, almoçar entre o meio dia e a uma, ir para o meu quarto, e sutilmente sentar em minha cadeira, vendo lentamente as horas passarem, pelo meu relógio vermelho.

Pensamentos incertos, confuso, sofridos. Sinto mesmo me recusando a sentir, algo me atrai a olhar a janela, é sim, algo lá fora prende meus pensamentos. Levemente ergo a persiana, percebo, corro ao outro canto de meu quarto, e afobado olho no calendário, segunda de Carnaval. A inquietude passa , algo me assusta, amedronta, dou um passo para trás. Infelizmente isso foi apenas, a terrível realidade, os sentimento que pensei ter perdido no passado, me atingem novamente, calo, paro e penso no que fazer, já é noite lá fora, estou caçado novamente.

Deito em minha cama, vou dormir. Para no dia seguinte, acordar com a mesma sofreguidão, e me lembrar, que eu junto ao tempo, enfinco, novamente, uma faca em meu peito, que dilacera e estraçalho meu amargo coração.      

terça-feira, 24 de março de 2009

Fiquei um tempo sem postar, não por falta de tempo mas de preguiça mesmo. As férias me dominaram e acabaram comigo em vários sentidos. Curti muito, andei muito me decepcionei muito também. Vida de adolescente pode parecer fácil entretanto por não termos tido o tempo de vida e experiências dos que nos falam tais palavras, tudo é novo, tudo é uma grande aventura uma grande montanha russa. E é nela que esse ano vou me aventurar.

Eu disse que não escrevi muito e é verdade, só que em momento algum deixei de pensar, reflectir e contestar. Não entendia muito bem meus pensamentos e ideias. Com o tempo tudo que era um vulto passou a ficar cada vez mais nítidos. Nem tudo é claro porém os meus sentimentos abstractos são claros para mim.
Enfim, voltarei a postar com mais frequência.

Abraços;

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sem Título [2]


Oi, Olá, Faz um bom tempo que não te vejo por ai, Tem certeza, Absoluta até pensei que tinha morrido, Bom eu estive aqui o tempo inteiro!, você que não me percebe, me retira de seus pensamentos parece que tem medo de mim, medo do que eu sou, Como teria medo de um fraco, Olhe quem fala, É fraco sim!, sempre foi e nunca deixou de ser, você não é ninguém,é só a escuridão, que não se enxerga no abismo. Eram apenas dois homens, dois, quase um, pensavam igual, eram iguais, dois homens, quase um.
Nem pense em falar algo assim, covarde!, Eu covarde! ,é você que deixou ela escapar, e ainda a matou, Deixei ir , e sim a matei!, mas porque não seria feliz do meu lado, e muito menos do seu, Eu a amava! ,eu fiz de tudo por ela, eu me arrisquei, sangrava cada minuto, por um sorriso. Discutiam, tão solitários, tão sozinhos!, quando perdidos.
Não acho que foi tanto assim, se arriscava por ela, e por outras, pensa que não sei!, você fez chorar, magoou a mais bela de todas as mulheres, a mais doce, com olhos gentis, Olhos que você fez se apagarem!, que fez verem a noite ao meio dia, Acha que foi fácil!, ela tinha tantos passos a serem feitos, eu tive..., Não teve!, simplesmente por egoísmo, Egoísmo!, eu me matei junto, Então porque ainda respira!, A dor da existência é maior que outra qualquer, saber que estou vivo, dói!, e morrer seria minha salvação, é por isso!, é por isso que estou vivo! E nesse momento, de fúria, de dor, sentimentos reprimidos, ele quebra o espelho, que tanto recusou a olhar.


sábado, 21 de junho de 2008

E com os mesmos passos,

caminho pela mesma casa fria,
encontro as mesmas pessoas,
nos mesmo lugares em que vi,
pela ultima vez,
e sem a noção de tempo,
sento entre duas caras caladas.

Os pratos vazios,
e as pessoas ainda insistem,
em dar garfadas,na espera,
de algo ser real,
e desse pesadelo,
em se encontram,
acordar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A Morena

O tempo passou tão rápido,
entre os teus lindos,
e suaves olhares me apaixonei,
não sei seu nome,
ou qual seria o som de sua voz,
doce menina dos olhos brilhantes.

Mas o tempo disse não,
passaram poucos minutos,
e você se foi,
sinto a falta,
de seu singelo sorriso.

Iluminando minha escura noite,
eu ainda lembro de você,
ao vagar pelas ruas,
mas você não sabe quem sou eu,
e eu não sei quem é você.


Dedico esse poema, a mais bela morena que já vira, com os traços perfeitos, com olhos nunca vistos iguais, e com lábios que nunca esquecerei, a minha maior paixão, a que ainda faz meu coração bater, que me faz ultrapassar cada obstáculo. Dedico esse poema a você doce menina dos olhos brilhantes.

Feliz Dia Dos Namorados.